Notícia

Exposição ANIMA MEA, em Vila Nova da Barquinha, até dia 19 de fevereiro

A exposição de Alexandre Conefrey, "ANIMA MEA", comissariada por João Pinharanda, explora o confronto do artista com uma cadeira de impossibilidades do mundo interior e exterior, materal e espiritual.

“Estes desenhos de Alexandre Conefrey continuam a sua profunda pesquisa em torno do uso dos materiais, de certos temas ou ainda de novas formas de representação. Assistimos ao uso intenso do material mais básico do desenho (o carvão) e ao desafio dos limites máximos das suas possibilidades expressivas. O material satura as superfícies, é esmagado sobre a folha com uma força que parece excessiva. Mas, nessas manchas aparentemente caóticas, por vezes fugindo do centro da esquadria, outras ocupando-a na totalidade, outras ainda estabelecendo em vertigem os pontos de fuga da imagem surpreendemos o aparecimento de imagens reconhecíveis. São formas definidas por uma grelha que, embora distorcida, nos devolve repetidamente essas imagens – ou melhor, dos seus fragmentos.

Devemos focarmo-nos no jogo de sentidos (quase de oposição) entre o mito representado pela Torre (desafiadora de Deus, causa da dispersão dos homens e das línguas e nunca acabada) e o Moinho, ele também uma torre, ele também na linha dos mitos (a agricultura, o pão, … ) mas dominado por uma razão prática (a da indústria humana) e uma necessária utilidade. E focarmo-nos, também, no modo como o gesto do artista se estrutura a partir da disciplina exterior das imagens citadas, da vontade de as representar e de as devolver aos espectadores segundo a lógica da única possível condição individual e contemporânea: o fragmento (e considerando também a sua alma como fragmento)", explica João Pinharanda.

Alexandre Conefrey nasceu em Lisboa em 1961, onde vive e trabalha. Fez o curso de desenho no Ar.Co, em Lisboa entre 1993 e 95 e foi bolseiro no Royal College of Art, em Londres. As suas obras estão presentes em diversas coleções: AR.CO; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coleção António Cachola; Ministério dos Negócios Estrangeiros; Fundação Carmona e Costa; Coleção de Arte Fundação EDP; e diversas coleções privadas.

A iniciativa é fruto da parceria do Município de Vila Nova da Barquinha com a Fundação EDP, no âmbito do projeto PECA (www.barquinhaearte.pt). A Fundação EDP é consultora artística, comissária e mecenas deste espaço único em Portugal que reúne obras de Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Carlos Nogueira, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Xana e Zulmiro de Carvalho. Um projeto local, com dimensão nacional e potencialidades de projeção internacional.

 

Galeria do Parque

Quarta, quinta e sexta-feira > 11:00 às 13:00, 15:00 às 18:00

Sábado e domingo > 15:00 às 18:00

Encerra à segunda e terça-feira

 

Entrada gratuita