Exposições

Álvaro Lapa: alguns desenhos e pinturas


Álvaro Lapa

18 dezembro 2015 a 21 fevereiro 2016

Lisboa

Museu da Eletricidade

 
Conjunto de pinturas e desenhos com algumas séries completas de trabalhos dos anos 70 a 90  sendo algumas dessas obras inéditas e outras não vistas desde há muito.

A exposição Álvaro Lapa: alguns desenhos e pinturas está aberta ao público entre 18 de dezembro e 21 de fevereiro, no Museu da Eletricidade.

Com curadoria de João Pinharanda, esta mostra apresenta um pequeno núcleo da obra do artista português Álvaro Lapa: um conjunto de pinturas e desenhos com algumas séries completas de trabalhos entre os anos 70 e 90 – algumas delas inéditas e outras que não são vistas há muito tempo pelo público.

Artista de culto no panorama nacional, Lapa explora nestes trabalhos  três personagens míticas: Milarepa, Sade e Freud. Milarepa (monge tibetano que se libertou do mundo, do prazer e da dor, do bem e do mal, pela meditação), Sade (que ultrapassou todos os limites da liberdade política, social e sexual) e Freud (que tentou racionalizar o funcionamento do inconsciente colocando o sexo no centro explicativo do comportamento humano), são referências literárias diretas nesta exposição.

«Nela [na exposição] se reúnem algumas pinturas e algumas séries de desenhos onde somos confrontados com a palavra e a imagem, com a morte e o sexo, com a liberdade do fazer e a submissão do olhar, com a violência e o vazio, com grandeza da ideia e a miséria das matérias. O corpo destas obras abre-nos para o que foi espírito intransigente e exasperado de Lapa.»

João Pinharanda

 

o artista


Álvaro Lapa nasceu em Évora, em 1939. O primeiro contacto com a pintura efetua-se através de aulas de desenho com António Charrua. Em 1956, fixa-se em Lisboa onde primeiro se matricula na Faculdade de Direito e, mais tarde, na de Filosofia, licenciatura que apenas conclui em 1975. Em Junho de 1961 efetua a sua primeira viagem ao estrangeiro, a Paris, onde estabelece contacto com pintores próximos do surrealismo e com a arte norte-americana. No seu percurso, a pintura e a escrita mantiveram caminhos paralelos, que frequentemente se cruzaram. A teoria da arte faz parte da sua obra literária, assim como a poesia e pequenas histórias de natureza surrealista. O reconhecimento da sua obra refletiu-se em exposições retrospetivas como as da Fundação de Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian.

O artista foi distinguido com o Grande Prémio Fundação EDP Arte em 2004.

 

 

 

A tomada da Bastilha
1989
Esmalte acrílico, pregos madeira/platex
110x137cm
[Colecção  Maria de Belém Sampaio]
Créditos: Fundação EDP/ Fotografia de António Jorge Silva